Momento

Porque dessa sensação?
Esse nervoso de gelar as mãos
Esse arrepio repentino

Quanta inquietação, quanta urgência!
Essa ânsia inesperada de te ver
Muito assombro, tanto questionamento…

O que será então?
Tão de repente, sem sinal de vinda
Mergulho num passado que mal existia

Porque chegaste?
Vieste enfim, na contramão
De sobressalto em minha direção…

Ah… mas vieste!
Chegaste
Permanece?

Não sei
Nem preciso saber…
Pois estás…
Presente!

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A falta de

Tempo, cada vez mais escasso
Espaço, sempre tomado

Pecado, de fazer retinir
nos telhados, e fazer descobrir

A pose, da onda no mar
a balançar, envolvendo os meros mortais

Quiçá viver! Nos espinhais
a procurar de longe

Vontade, de se ver
e ter, tempo.

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Mundo desgostoso

Vasto mundo, pessoas cruéis
Maldade que transfigura, que modifica
Que fere, corta, dói, que mortifica

Maldade do “não sei o porque”
Maldade do “sem sentido”
Haveria tanto mal? Um mero mundo bandido?

E tudo vira mudo espaço
Perplexidade, ódio, tristeza, angustia
Tudo em face do maior desastre

O que fazer em meio a tanta aflição?
A verdade que parece mentira
Tudo vira confusão

Peso que desgasta, confissão que agonia
Vão quebrando as bases, acabando as fantasias
Se é tudo desastre, como haverá alegria?

Que o Senhor traga resgate, dê conforto e alegria
Nesse mundo das maldades
Que acaba com os meus dias.

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-1/+1

Aos poucos foram construídas bases falsas
Palavras soltas ao vento, versos desembocados
Rimas mal desenvolvidas, expostas demais
Na caixa de fundo sem fundo
Dentro da casa com teto de vidro
Tudo demasiadamente delicado, complicado
Desprovido de solidez e de chão
Fantasias penduradas, cores por todos os lados
Melancolia, nostalgia
Suposta felicidade
Alegrias futuras, sorrisos contidos
Passos cautelosos, porém frenéticos
Amibivâlência, suposta distração
Tudo isso removido
Era tudo ilusão.

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2011

E mais um ano chega ao fim e com ele grandes recordações. O ano de 2011 foi o ano do extremo, ano de extremas alegrias e de extremas tristezas, porém, são as alegrias que posto em xeque, pois foram elas que fizeram o ano valer a pena.
Esse foi o ano do grito que estava engasgado: “EU PASSEEEEEI!” foi o que se ouviu logo em Janeiro e com ele uma nova vida, vida acadêmica, vida universitária, a vida de livros e das leituras intermináveis, vida de novos amigos, novos encontros e desencontros, uma vida que tem como testemunha a “Caixa de Concreto” mais querida, a minha amada Universidade, aquela ao qual me apaixonei, aquela que trouxe a magia do nono andar e suas peculiaridades, minha UERJ. E a história que já tanto me fascinava, agora se tornou o contorno dos meus dias. Quanto mais eu aprendo mais eu vejo o quanto eu ainda tenho que aprender. Meus olhos do Senso Comum foram trocados por olhos criteriosos, investigativos, argumentativos. Esse é o começo de uma longa trajetória como estudante de história, uma trajetória que tem tudo para ser inesquecível.
Além da benção profissional, o ano de 2011 concedeu a cura, a doença veio, porém, Deus mais uma vez se manifestou na minha vida e na vida da minha família. Agradeço a Deus pelo os meus pais e principalmente pela nossa caçula, pela nossa Aninha que enche de alegria os nossos dias. Irmã, digo isto todos os dias, mas não me canso de dizer que EU TE AMO! Você sempre será mais do que uma irmã, és minha filha, és minha amiga, meu tesouro, meu dengo, minha princesa, meu xodó! Agradeço a Deus por você existir!
Enfim, essa é a hora que eu começo a lembrar do ano e me emocionar, então mesmo tendo muito que falar, é melhor parar por aqui, pelo menos ficou registrado que esse ano foi um ano significativo. Obrigada a todos que fizeram parte desse ano que se passou e que venha 2012!

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Enigma

Pela primeira vez a definição me escapa
Não me importa as certezas, a dúvida já me basta
Se a mim são destinadas todas essas palavras
O que me resta é ter o zelo de guardá-las

Tratamento cauteloso, palavras frágeis em mãos trêmulas
E mui carinhoso acalento do meu dilema
São as vozes ocultas, confissões em silêncio
Procurando razões turvas de se entregar ao sentimento

Tu és um enigma, possuidor das incertezas
Acalma meus desalentos, repele os devaneios
Reconstrói a casa, me fixa ao chão me dando asas
Geme e chora, grita ao mundo suas verdades
Engrandece-me, abraça-me, acaricia-me
Ama-me.

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À deriva

As horas oscilam, demoram a partir
Retinam em minha frente, não querem sumir
Nas esquinas, nas pontes, no fundo do rio
Aonde quer que eu esteja, lá estão elas comigo

Na mesa com livros, leituras afins
No copo o café, a boca a se abrir
A mão estirada, os olhos afinco
Na mente a certeza, tudo havia perdido

E as horas oscilam, demoram a partir
Retinam em minha frente, não querem sumir
E as horas não passam, não largam de mim
Reforçam o desejo, preciso fugir.

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